sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

“Quem é mais feliz: o que luta por uma vida digna e acaba na forca, ou o que vive em paz com a sua inconsciência e acaba respeitado por todos?”

Na peça Felizmente Há Luar!, muitos são os temas abordados que nos obrigam a reflectir sobre questões de primordial importância para a nossa vida. Atenta por exemplo, neste excerto de uma fala de Matilde.

“Quem é mais feliz: o que luta por uma vida digna e acaba na forca, ou o que vive em paz com a sua inconsciência e acaba respeitado por todos?” (pág. 83 da obra).

A partir do decorrer da formação, conhecimento, carácter e educação de cada um, verifica-se que é cada vez mais importante a luta por um ideal, seja ele sinónimo de liberdade, igualdade ou direito.
Tome-se por exemplo a época em que foi escrita a obra Felizmente Há Luar!, elaborada num período da historia em que reinava a opressão, censura e acima de tudo, o medo. Foi necessário existir quem luta-se por uma vida digna e acaba-se na “forca” para que actualmente se tenha a liberdade de expressão, comunicação e escrita, coisa que antigamente não era permitido pois tudo era analisado ao pormenor e tinha de passar pelo dito “lápis azul”.
Pode-se então observar através deste pequenino excerto da historia de Portugal, que a luta por ideais e por uma vida digna que à muito que se ambiciona e tenta alcançar, umas vezes melhor e outras pior, com mais ou menos facilidades.
Outro exemplo é a luta insistente que existe na zona de Juarez, no México, e qual o porquê desta luta? Simples a vida de milhares de mulheres que são tratadas como objectos, são usadas para escravatura, e muitas delas após um árduo dia de trabalho, não chegam sequer a pisar o chão da casa onde vivem. O motivo pelo qual isso acontece é que além de serem mulheres num país onde ser mulher é quase como uma praga, são jovens, que lutam para ter uma vida digna e por isso acabam exploradas, violadas e mortas. Estima-se que cerca de 400 mulheres tenham sido violadas e depois assassinadas desde 1993, mas isto é o número oficioso, não o número real, na realidade morrem o dobro ou o triplo das mulheres, mas como não convém que se saiba fica apenas o número 400.
Esta situação tal como muitas outras e algumas presentes na obra de Luís De Sttau Monteiro, são apenas uma gota de água num oceano sem fim. São apenas o começo do fim de uma geração que se podia glorificar pelos seus feitos gloriosos em busca de uma vida melhor.
Actualmente vive-se uma crise de valores, ninguém respeita ninguém, filhos batem em pais, casais destroem-se há mais pequena contrariedade, filhos que são abandonados e “despejados” na sociedade porque os pais não souberam ser pais, delinquentes, marginais, violadores, políticos, entre muitos outros, são apenas exemplos, enumerações da grande crise que se vive nos dias que correm, hoje já ninguém luta pela verdade, dignidade, frontalidade e sinceridade, hoje luta-se pelo poder, dinheiro e bem-estar, não importa o custo, não importa o sofrimento, não importa se é “bonito” ou se é “feio”, apenas e unicamente importa o lucro que dá. Se é lucrativo explorar, violar e matar mulheres, que seja, quem se importa? Ninguém fala, ninguém denuncia, ninguém age, logo para quê andar a disfarçar quando se pode fazer tudo as “claras”? A afirmação da Matilde, uma simples personagem de uma obra, levanta uma questão a que ainda hoje ninguém consegue responder sinceramente, e porquê? Porque se perguntar a alguém o que acha da exploração ouvir-se-á como resposta «É algo que tem de ser combatido, é algo contra que se tem de lutar», porém se perguntar o que acha daquele novo telemóvel topo de gama ou daqueles ténis da Nike, será dito, «É o ultimo grito da moda, do melhor que há! também penso adquirir pelo menos um exemplar…», mas será que estas pessoas pensam no mal que fazem a terceiros para seu próprio proveito? Será que alguém se preocupa realmente com o próximo? Claro que não! Hoje mais do que nunca apenas importa o individual, o proveito próprio, o bem-estar pessoal, quanto ao resto? É trivial, banal, mais um menos um, mais uma morte menos uma, desde que não afecte directamente para nada importa. É isto aquilo a que estamos destinados e é este o nosso futuro enquanto espécie, resta saber até quando e como é que irá acabar.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Hoje eu desejo...

Desejo ser Camões para te poder escrever os poemas mais belos que algum dia foram dedicados a alguém.


Desejo ser Chopin para te poder compor as mais belas melodias que algum dia foram escutadas.


Desejo ser Leonardo Da Vinci para te poder pintar o mais belo dos quadros que algum dia os olhos viram.


Desejo ser César para poder conquistar o mundo e poder dar-to.


Desejo ser mágico para poder cumprir teus desejos.


Mas não sou nada disso... sou apenas uma sonhadora... uma sonhadora que te ama, hoje mais que ontem e menos que amanha... uma sonhadora que te quer a meu lado até ao fim dos meus dias!!


Simplesmente am00teee!!!

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

É o fim...

Por fim o final chegou, nada com que já não se estivesse à espera mas sempre custa aceitar o fim. Não me recordo de ninguém que não fique abalado pelo fim de uma relação, não conheço ninguém que após a ruptura de uma ligação ande por ai a cantar e a festejar… foi efémera e verdade, mas não deixou de ser intensa. Confesso a vós que estas palavras que agora vos dirijo são palavras profundamente amarguradas, duras e tristes. São palavras de alguém que tinha tudo e agora nada tem. São palavras de quem perdeu a alegria, a força, a fome, o sono … em fim de quem perdeu a vida e tem a alma e coração desfeitos. São frases, palavras e letras de alguém que perdeu uma melhor amiga e sobretudo de alguém que perdeu a sua razão de viver. Como um amigo de longa data disse uma vez, e passo a citar “sou mais um pedaço de coisa nenhuma; uma sombra perdida na escuridão... Apenas uma memoria vaga... talvez uma melodia esquecida ou uma lagrima que se derrama... A tua imaginação e consciência, o teu anjo azul e assim mesmo o demónio que te atormenta... um sopro de vida que teima em não terminar” foi a isto que cheguei, foi nisto que me tornei… partis-te talvez por culpa minha não sei… se foi a opção correcta ou não a minha alma ainda não descobriu, espero um dia saber e perceber onde errei, onde erras-te, onde erramos… agora a minha alma apenas quer liberdade! Não para te esquecer mas para poder sofrer, chorar e por fim morrer…

Acho que nunca te pedi muito... apenas o teu amor, nada mais ... apenas te peço nunca me apagues da tua memória recorda-me com amor e saudade não pelo que sou, mas sim pelo que fui ... Porque quando sorrimos por fora, a nossa alma pode estar desfeita por dentro....