sábado, 8 de março de 2008

com este poema vos deixo a pensar...

vejo a vida na corrente
desisto, hesito
penso humanamente
sem querer medito

desejo fugir
chegar à luz
desejo sentir
algo me seduz

nostalgia do além
embora no entanto
sei também
que será doce pranto

coisa tão injusta
sem início ou fim
a tanta gente custa
a ti e a mim

algo tão valioso
perece irrelevante
este ser tão airoso
não olha ao importante

verde esperança
azul serenidade
falta a pujança
ainda é pouca a idade

no abismo
agora sim
esquecemos o cinismo
não queremos o fim

muito aviso
pouco sizo
muito ardor
pouco amor

destino da humanidade
murchar
triste e sem piedade
sem dar que pensar

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